Um guia para seu negócio fazer bonito em 2021

 

O ano de 2020 foi um divisor de águas para o varejo. Comportamentos e tendências que eram projetados para a próxima década foram incorporadas em meses – mas, o período de adaptação já passou, agora é hora de agir

Como de costume, com a chegada do fim do ano é hora de se planejar. Levantar avaliações do seu negócio, resgatar possíveis preocupações que podem ser solucionadas no ano seguinte, pesquisar tendências de mercado e como elas podem causar impacto no próximo ano.

Embora algumas mudanças possam parecer pequenas, elas podem ser muito relevantes. É primordial estar sempre por dentro das tendências de mercado do mundo corporativo e também se adaptar a elas o quanto antes, com o objetivo de manter a empresa em crescimento e não ficar estagnado.

O ano de 2020 foi um divisor de águas para o varejo. Comportamentos e tendências que eram projetados para a próxima década foram incorporadas em meses – mas, o período de adaptação já passou, agora é hora de agir.

MAIOR IDENTIDADE DENTRO DOS MARKETPLACES

Não é porque todo mundo vende a mesma coisa que o modelo de venda tem que ser igual. É possível criar uma identidade criativa da marca a partir de novas experiências.

– Disponibilize um link para sua rede social e a mantenha atualizada com vídeos, avaliações, fotos, reviews e informações que passem credibilidade não só sobre seus produtos, mas também em relação a entrega e confiabilidade no processo de compra. Mostre seu rosto sempre que possível, apareça testando e apresentando os produtos que vende.

– Substitua a descrição padronizada, dada pelos fornecedores, por um texto com mais informações e que contenha as melhores características apresentadas. Se possível, apresente o produto através de conteúdo próprio. Isso vale também para fotos e vídeos.

– Atenda o cliente rapidamente. Seja logo após o fechamento de uma compra ou para responder uma dúvida, é válido deixar outras informações de contato, como redes sociais e até mesmo um número de Whatsapp Business, além do chat do próprio marketplace.

BUSCA POR RECONHECIMENTO DE VOZ

Embora a maioria das pesquisas e interações nas plataformas de e-commerce ainda dependam de entradas baseadas em texto que os usuários digitam manualmente, a voz está se tornando cada vez mais importante.

Os softwares de reconhecimento de voz estão se tornando mais precisos e a adesão ao formato tem se popularizado, especialmente, com a crescente aquisição de assistentes virtuais como Alexa da Amazon ou Google Home. Nos Estados Unidos, 75% dos lares devem ter algo similar até 2025. Amazon e Google já são responsáveis por 94% de todos os alto-falantes inteligentes em uso, segundo a Strategy Analytics.

Cerca de 94% das marcas pretendem aumentar seus gastos com tecnologia de voz e 22% das pessoas que possuem alto-falantes inteligentes já o utilizam para comprar algo.

Aproveitar essa tendência para permitir que os clientes digam aos chatbots e assistentes de vendas humanas o que eles estão procurando por meio de mensagens de áudio, ou capacitando pesquisas de voz para determinados produtos ou conteúdo nas mídias sociais será a fronteira para o comércio social nos próximos anos. O comércio de voz tem um enorme potencial, mas muito trabalho ainda precisa ser feito para aperfeiçoar a tecnologia de voz para varejistas de comércio eletrônico.

PUBLICIDADE QUE PARECE CASEIRA, MAS NÃO É

Muitas empresas estão mostrando sua cara de uma forma diferente. São anúncios e conteúdo que parecem ter sido produzidos de maneira amadora, mas que na realidade, foram cuidadosamente orquestrados como qualquer outra publicidade.

A grande sacada desses anúncios é que eles se integram perfeitamente à sensação de conteúdo caseiro nas redes sociais como o TikTok e o Instagram, e com orçamento muito menor do que outras campanhas de marketing.

INTEGRAÇÃO ENTRE E-COMMERCE E REDES SOCIAIS

Se a omnicanalidade já deu um salto por conta da pandemia, em 2021 teremos uma tendência ainda maior entre redes sociais e plataformas de comércio eletrônico.

Os botões de compras do Pinterest (pins compráveis) em parceria com a Shopify ilustra bem esse tipo de integração. A mais recente, feita pelo TikTok com o Shopify, também mostra isso. A parceria entre a gigante canadense do mercado de e-commerce e a rede social chinesa que conta com mais de 800 milhões de usuários em sua base quer usar o formato de conteúdo audiovisual do TikTok como forma de anunciar produtos e permitir que os clientes possam se conectar diretamente com a página de pagamentos para finalizar a compra.

O objetivo é simples: permitir que os vendedores possam utilizar novos ou antigos conteúdos no formato do TikTok e integrá-los aos seus e-commerces – uma nova forma de criar anúncios e campanhas e impactar novas audiências.

À medida que mais redes reconhecerem o potencial deste tipo de comércio e mais plataformas migrarem para esse ramo, maior poder o varejo terá para alavancar o comércio por meio das mídias sociais.

APOSTE NA FORÇA DO INSTAGRAM

Ao que parece, o Instagram foi a rede que teve a melhor jornada para se tornar uma plataforma de comércio completa. Com conteúdo mais popular — produtos de moda, beleza e estilo de vida promovidos por influenciadores — a prática mostrou que fazia sentido que o Instagram oferecesse opções de compra para seus usuários para mantê-los na plataforma.

Em março de 2019, o Instagram começou a lançar o Checkout, um recurso adotado pela primeira vez por empresas como Zara e Nike, permitindo que os usuários visualizem um produto a partir de um post e comprem pelo shoppable, tudo dentro do aplicativo Instagram. Hoje, a ferramenta já está disponível para todas as empresas sem cobrar taxas, além de seguir criando novas opções de conteúdo e venda para esse público.

A IMPORTÂNCIA DO CHAT COMMERCE

O termo chat commerce é uma variação do termo inglês conversational commerce, na tradução literal: comércio conversacional. Com potencial, a tendência é também uma realidade no Brasil. Em 2020, o whatsapp ultrapassou os 2 bilhões de usuários em todo o mundo e passou a estar presente em 99% dos smartphones brasileiros, segundo dados do próprio aplicativo.

De acordo com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, 76% dos usuários do aplicativo de mensagens dizem já ter se comunicado com marcas através do mesmo.

A grande vantagem desse canal é a humanização desse atendimento e sensação de interação natural. Como usuários, falamos regularmente com amigos via whatsapp, facebook messenger – em um contexto de comércio eletrônico, essas plataformas podem ser usadas em tempo real entre clientes e varejistas para solucionar problemas, dúvidas e responder perguntas que possam ter antes ou depois de uma compra.

Com mais informações e liberdade de escolha antes da compra, os consumidores criam uma relação mais próxima e pessoal com a marca, além de ter a sensação de ter recebido um atendimento personalizado.

Como pode ser algo custoso para o lojista, é importante buscar as melhores alternativas para cada negócio. Os últimos desenvolvimentos em Inteligência Artificial (IA) usam bots para falar com os usuários, pelo menos durante a primeira parte de sua conversa.

Essa alternativa já pode deixar o processo mais econômico e funciona bem para canalizar clientes. O alerta é deixar essa escolha clara para o consumidor e fazê-lo entender o fato de que é um robô falando e não um ser humano até determinado ponto do atendimento.

A vantagem é um atendimento mais amplo já que os robôs podem responder aos usuários em quase todas as línguas mais conhecidas, diferente dos atendentes humanos.

Se o chat for usado para outras opções, é preciso adaptações, sobretudo se esse também for um canal de venda.

O chat commerce deve ser capaz de sugerir uma pequena seleção de produtos para o comprador, além de conseguir compartilhar imagens. Sem essa funcionalidade, é possível que esse canal tenha uma taxa de sucesso muito baixa. Também está se tornando mais comum ver o uso de chatbots incorporados no próprio site de varejo para tentar oferecer uma experiência cada vez mais próxima da que os consumidores obtêm ao usar as mídias sociais.

Fonte: Diário do Comércio SP

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